“O segredo da paz mundial é cada um cuidar da sua vida…”
“Ter consciência de tudo que ocorre pode ser mais uma das causas da loucura. Saber de tudo não é a melhor opção, muito menos chorar. Quem disse que as dores saem com suas lágrimas estavam apenas justificando porque essa dor é tão forte a ponto de transbordar pelos olhos, mas não sumir, nada some. Não quero que você distorça minhas palavras, tão pouco confunde-as. Mas, talvez, sua opinião pode ser diferente da minha. Na realidade elas sempre são, sempre estou errando até no que penso, mas isso não significa muito. Teus sentimentos podem ser fortes ou, até mesmo, nem existir. Porém, já que não te tenho por perto, melhor me contentar em ver teu sorriso por uma tela de computador. Tive medo que não acreditasse em tudo que já falei. Só que pare. Pense. Agora, feche seus olhos. Sinta a brisa batendo em teu rosto. Diga-me o que vê. Nada, não é? Poderia dizer que minha vida era assim enquanto não tinhas você nela. Mas agora essa sensação de vazio me invade, me preenche, e por mais irônico que pareça, me completa. O que você deixou de preencher a solidão deu cabo e agora estou aqui, perdida encontrando em poucos trechos de uma música qualquer o sentimento que você trazia todos os dias.”
“Essa sede de algo tão confuso me atiça. Me internar pode ser uma das milhares de soluções para o meu problema, mas o que eu quero mesmo é motivos. Vingança, talvez? Ou, quem sabe, desejo? Tais quais me fizeram, acidentalmente, matar o que há de mais precioso em mim. Algo me diz que a minha sanidade mental está sendo levada pela opiniões dos outros. Pode parecer esnobe ou, até mesmo, um pouco ridículo de minha parte… Mas decidi dizer aqui o verdadeiro e único motivo de estar preenchendo essas linhas: Você. Ultimamente, tenho reparado que ando pensando muito em nós. Talvez, um pouco demais. Odeio ficar assim, nesse cliché que parece não acabar nunca. Alguns dizem que parece filme, daqueles que, no fim, sempre acaba bem. O caso é estou esperando esse final a séculos. Gostava de te olhar e receber, de volta, aquele olhar precioso, tão preciosa quanto tua alma. Mas, ao mesmo tempo, fazia aquele silêncio doentio que machucava por dentro. Sentia que ia vir algo de ruim e, de qualquer modo, já estava preparado para demolir tudo de uma vez. Agora, venha cá. Olhe só. É você aí e eu aqui. Aquele “nós” acabou ou, talvez, nunca tenha existido.”
— Experimente-me
“Preciso de alguma coisa para esquentar minha alma e o meu coração, ou só o que restou dele.”
— Experimente-me
Ah, meu melhor amigo. Não sou boa com as palavras e você sabe disso. Só queria poder te abraçar agora, mas essa distancia me impede de completar meu maior desejo. Sonhar com você é a coisa mais natural do mundo, para mim. E me abre o sorriso quando tua foto, junto com o teu nome, pula no canto da tela do meu computador. E eu só tenho a te agradecer. Obrigado por me ajudar. Obrigado por me fazer rir quando o que eu mais queria era chorar. Obrigado por me fazer sorrir com as suas bobagens. Obrigado por me aturar, porque, convenhamos, sou muito irritante. Obrigado por me fazer feliz. Você é idiota, trouxa, retardado, besta, ignorante, grosso, louco mas eu te amo… Fazer o que, né? (…) Eu cresci contigo. Você me fez crescer e eu te devo isso para o resto da minha vida. E eu ainda sonho em te chamar de meu marido. Ah, antes que eu me esqueça, obrigado por ser meu. Eu te amo. (experimente-me)
“Ele a olho e, logo, percebeu que estava mal. Mal na alma, sabe? Pode parecer o contrario, mas não é. Ninguém nunca percebeu ou não se importavam. Mas, bastou um olhar daquele homem cliché — como todos os outros — para que percebera que não estava sozinha. Era uma garota linda. Estava fumando… Por instinto, talvez? Não parecia que aquela linda moça queria estar degolando um cigarro, justamente naquele dia. Ela era linda demais para ser só mais uma ex namorada dele. Era quase impossível de se acreditar, mas aquela moça estava sozinha em uma mesa de bar. Talvez esperando um príncipe encantado, ou, até mesmo, um vagabundo sem nada para fazer. Ele tinha que falar com ela, mas seus lábios não acompanhavam-o. Depois, de muito esforço, poucas palavras foram saindo de sua boca.
— Prazer, meu nome é Jonatã.
— Como se eu não soubesse.
— Que bom.
— Veio até aqui para me ignorar?
— Não, só estou sendo frio que nem você.
— Não estou sendo fria, só não me interesso mais.
— Gostava do tempo que eu ainda era alguma coisa para você.
— Você era tudo para mim.
— Você me confunde.
— Não em importo, vá embora! Deixe-me em paz.
— Eu te amo.
— Já disse que não me importo.
— Fica comigo, para sempre?
— Você não vai me deixar curtir minha paz sozinha, não é mesmo? Então, eu vou embora.
Ela se levantou e caminhou até a porta, foi quando percebeu que tinha esquecido alguma coisa. Voltou-se para a mesa aonde se encontrava o rapaz.
— Esqueceu alguma coisa?
— Sim… Já te disse que meu nome é Renata?”
— Experimente-me
“Queria poder te chamar de meu, sentir tua pele sobre a minha, poder te ver todos os dias, falar que te amo, bem baixinho, só para você ouvir. Queria poder não sentir mais saudades, sentir teus lábios sobre os meus. Queria parar te amar só mais um pouco. Mas, são só hipóteses.”
— Experimente-me
“— Quer que eu vá embora?
— Se eu quero?
— É.
— Não tenho escolha.
— Mas é claro que tem, por mim, ainda continuaria aqui… Com você.
— Te quero comigo, mas você me machuca.
— Como?
— Você me distrai, você me magoa, você me faz sorrir, você me faz chorar, você me faz sentir tudo que eu não sentia antes… Você me confunde com esse brilho no olhar que só você tem.
— Te amo.
— Você me ama.”
— Experimente-me
O olhar para as “outras”, impossibilitaram-no de ver o que realmente era bonito. O andar desajeitado, o olhar curioso e o jeito encantador que somente ela tinha. Era imperfeita e nada semelhante às mulheres de ultimamente. Ela o conquistou. Mas era segredo, daqueles que ninguém pode ficar sabendo… Como se nem existisse, de verdade. E isso a machucava, como se cada palavra dele fosse uma pedra á atingindo. (…) Ele era banal, ignorante e desajeitado. Era adolescente, um tosco adolescente. Ele a machucou e quando foi perceber isso… Já era tarde demais. (experimente-me)